Na manhã da última quarta-feira (07/08), representantes da Comissão de Valorização da Carreira de Consultor do Tesouro Estadual reuniram-se com o Secretário de Gestão e Recursos Humanos, Marcelo Calmon, e sua equipe para discutir os pleitos da categoria. A Comissão foi representada por Marcos Filho (representando a presidência da ACEES), Daniel Corrêa (Subsecretário do Tesouro), Juliani Johanson (Subsecretária de Orçamento), Andressa Pavão (Subsecretária de Planejamento) e Eduardo Araújo (membro da Comissão de Valorização).
Durante o encontro, o Secretário Calmon informou sobre reuniões previstas a partir da próxima semana com a Secretaria de Governo (SEG), onde será apresentado o impacto financeiro dos pleitos de todas as carreiras. Na oportunidade a Comissão reiterou os pleitos dos Consultores do Tesouro Estadual, formalizados desde abril deste ano e que até o momento não receberam uma resposta concreta do governo.
A Comissão expressou preocupação com a grande insatisfação dos Consultores do Tesouro Estadual, não apenas devido à aparente desigualdade de tratamento entre carreiras fazendárias da SEFAZ, no que tange ao processo de bônus desempenho e principalmente em relação à significativa disparidade salarial existente. Outro ponto destacado pela Comissão é a grande defasagem salarial também em relação à média de outras carreiras similares de vários Estados da Federação, inclusive da própria carreira da Secretaria do Tesouro Nacional.
A Comissão enfatizou a importância crucial da valorização da carreira, destacando contribuições significativas dos Consultores do Tesouro para o Estado. Entre elas, a manutenção da nota A na Capacidade de Pagamento (CAPAG) do Espírito Santo por 12 anos consecutivos, a recuperação de R$ 1 bilhão de reais a ser recebido do Governo Federal no próximo ano (em função de auditoria que identificou desequilíbrio econômico-financeiro na execução do contrato de quitação da antecipação de royalties), Nota A na Qualidade da informação contábil e o papel fundamental na gestão fiscal que posicionou o Espírito Santo no top do ranking federal.
Outro ponto de grande preocupação é a alta taxa de desistência, que alcança 80% no último concurso público. Essa questão já foi objeto de discussões anteriores e evidencia a urgência de medidas para atração e retenção de talentos nesta carreira estratégica para o Estado.
O Secretário Marcelo Calmon não se comprometeu com prazos específicos para a tramitação dos processos. Ele explicou que os pleitos de bônus e tabela seriam tratados conjuntamente, e descartou a possibilidade de aprovação isolada de pleitos de outras carreiras da SEFAZ. O Secretário indicou que, provavelmente em duas semanas, após a análise do impacto financeiro dos pleitos, poderia apresentar alguma novidade para a carreira.